Balões de várias cores percorrem o céu de Vila Nova, com o vento assoprando-os para bem longe... E bem longe eles iam cada vem mais. Quanto mais alto os balões fossem mais admiradores eles conquistavam. Estava frio, o vento batia no rosto do garotinho e a sensação era que navalhas cortavam o seu rosto, seus lábios. O céu estava firme, sem nuvens, sem sinal de chuvas. Para se defender da natureza o garotinho estava usando duas meias grossas, botas de cano alto, duas calças, duas blusas, cachecol, par de luva e gorro. Observando o balão subir o menino ficou imaginando ele próprio um dia soltando balões, o seu próprio balão.
Uma mão grande e pesada se apóia em seu ombro, era o seu avô. Na sua idade já viajei de balão. O vovô disse ao garoto.
É mesmo vovô? Respondeu entusiasmado o garoto e continuou: - Deve ter sido irado. Será que um dia vou viajar de balão?
Sim meu netinho você vai viajar, sim. Respondeu o seu avô e continuou a encher a cabeça de seu neto de sonhos: - Desvendar as maravilhas desse mundo, explorar e provar o sabor das nuvens, sentir o calor do sol, migrar com os passarinhos...
O garotinho interrompeu o seu avô com suas lamentações: - Mas irá demora muito para meu sonho se realizar vovô, pois, a minha mãe diz que sou novo de mais para ter ou andar de balão.
Eu tenho um balão meu netinho.
Com um sorriso no rosto e várias idéias malucas na cabeça o garoto exclamou de felizcidade: - É mesmo vovó!
É sim, eu sou maior de idade e sua mãe não brigará se
eu levar você comigo, pois, eu já levei ela na infância.
eu levar você comigo, pois, eu já levei ela na infância. Eufórico o garoto falou: -Eu Quero sim, onde está guardado o seu balão?
Você que mesmo ir? Indagou o vô do garotinho.
Gritou o garoto: - Sim.
Feche os olhos e matenha-o bem fechado até que eu fale que pode abri-los.
Está bem vovó. o garoto respondeu animado.
Imagine um balão bem grande nas cores azul, amarelo e verde e nós dois a bordo. Subindo e subindo... Horas de vagarzinho e horas bem rápido, sendo carregado pela corrente de ar. Lá embaixo quase que não se vê as pessoas tudo parece pequeno, bem pequenino. Veja lá é a sua escola, quantas crianças correndo para lá e para cá. Olhe os pássaros passando do lado do balão. Sinta o vento batendo em seu rosto. Olhe como a cidade ficou bem pequenina. Tome cuidado segure bem firme a alça do balão paranão cair! Veja meu ne
tinho é a igreja como ela é enorme e bonita, vamos contorná-la.
tinho é a igreja como ela é enorme e bonita, vamos contorná-la. Olhe lá o sapateiro abrindo as portas de seu comercio, veja lá aquela mulher saindo da padaria, observe aquele carro deslocando na via.
Quantas coisas a gente já vimos e ainda têm tantas outras para serem vistas, né meu netinho?
É Vovô quantas coisas boas para nós apreciarmos! Agora temos que voltar para casa, pois o combustível do balão está terminando, falando em casa, olhe ali a casa do tio Júlio, aquela casa fui eu é que a fiz e pintei para o seu tio recém casado ir morar.
Olhe a sua casa ali!
Onde vô?
Ali, atrás daquela árvore.
Assim, é ela mesma lá atrás do Jacarandá.
Olhe lá vovô o carteiro fugindo do Bilu.
Cosando a cabeça o vovô perguntou: - Quem é Bilu? Pois, esse personagem o vovô não havia imaginado
Bilu é o meu cachorro.
O balão está descendo vovô.
Sim estamos quase lá, segure-se que estamos pousando. Contagem regressiva, conte comigo 4,3,2,1... Pousamos! EEEE!
Pode abrir os olhos.
Vovô não saímos do chão, porém fomos bem longe. A viagem foi inesquecível da próxima vez eu quero viajar de trêm.
Eu posso ser maquinista?
Claro que sim vovô!
E ambos sairam taguarelando Piui... Tiq, Taq, tiq, taq... Piui...
Produzido Por: Leonardo S.P Santos.










