Ninguém pode silenciar um pensamento, e nem ao menos poderá priva os seus sentimentos...Canibalesco!!!
Não me cala esse desejo de cobiça a carne alheia, mesmo eu sendo religioso. Devoto da paz e da igualdade entre os seres humanos. Somos diferentes e ao mesmo tempo tão iguais e vulneráveis aos extintos carnais. Não buscamos o amor e sim o prazer de estarmos juntos.
Estar não quer dizer para sempre, mas sempre regresso nos mesmos erros. Por ser de natureza animal! Sou falho como qualquer outro ser.
Numa sociedade moderna não deve haver distinção entre os sexos (fortes ou fracos), todos somos iguais perante á lei. Mesmo assim me sinto fraco perante o desejo da carne.
Os veículos de comunicação nos dão lembranças, sentimentos e desejos que nos agradam com umas mensagens inocentes, maliciosas, tendenciosas. Discretamente eles avulsam os nossos extintos, e nos leva ao nosso momento intimo a sexualidade, a cada comercial a cada programação. Impondo-nos conceitos e ideais alheios.Com um click no botão do aparelho de TV, nos desligamos do mundo real e fugimos do presente momento, esquecendo a ausência de um ente querido e a falta de dinheiro. Eles (a mídia) só nos fornecem o que nós queremos sonhos e planos abstratos, principio de vida.
Na verdade nos alimentamos de ilusões, e limitamos–nos a esconder o nosso desejo canibalista, vulgar e normal, perante os olhos de uma sociedade formadora de opiniões.
Inconscientemente desejamos o que nunca foi, e que nunca será nosso...

“A carne alheia”.



