sábado, 31 de janeiro de 2009

A volta do filho ao ninho.


A volta do filho ao ninho.

Um dia eu resolvi partir
Sem nada dizer
Sem um bilhete escrever
Sem me preocupar com que os outros iriam dizer
Eu resolvi partir
Cheio de sonhos a realizar
Sem bagagem pra carregar
Sem meus pais e amigos pra me acompanhar
Era tempo de voar
De voar mais alto,
De descobrir novos horizontes
De respira novos ares.

A aventura chegou ao fim
E descobrir que ninguém
Consegue viver sozinho
Por muito tempo
Resolvi construir o meu próprio ninho
E arranjei uma namoradinha
Pra me fazer companhia
Nas horas vagas e nos momentos de lazer
Eu só desejava rever meus pais
E meus amigos
Era tempo de voar, de voar mais alto.

Conclusão:
Hoje eu volto pra casa de meus pais
Com duas bagagens mulher e filho
Sair sim
E não me arrependo de nada
Nem dos meus desenganos
Nem dos anos que passei longe de casa

Observação:
Sair sim com a cara e a coragem
E hoje eu volto com todo o amor e humildade
Para reconhecer que estiver errado
Em não ter comentadoE nem um bilhete deixado

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Escolhas

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Canibalesco

Ninguém pode silenciar um pensamento, e nem ao menos poderá priva os seus sentimentos...
Canibalesco!!!

Não me cala esse desejo de cobiça a carne alheia, mesmo eu sendo religioso. Devoto da paz e da igualdade entre os seres humanos. Somos diferentes e ao mesmo tempo tão iguais e vulneráveis aos extintos carnais. Não buscamos o amor e sim o prazer de estarmos juntos.
Estar não quer dizer para sempre, mas sempre regresso nos mesmos erros. Por ser de natureza animal! Sou falho como qualquer outro ser.
Numa sociedade moderna não deve haver distinção entre os sexos (fortes ou fracos), todos somos iguais perante á lei. Mesmo assim me sinto fraco perante o desejo da carne.
Os veículos de comunicação nos dão lembranças, sentimentos e desejos que nos agradam com umas mensagens inocentes, maliciosas, tendenciosas. Discretamente eles avulsam os nossos extintos, e nos leva ao nosso momento intimo a sexualidade, a cada comercial a cada programação. Impondo-nos conceitos e ideais alheios.
Com um click no botão do aparelho de TV, nos desligamos do mundo real e fugimos do presente momento, esquecendo a ausência de um ente querido e a falta de dinheiro. Eles (a mídia) só nos fornecem o que nós queremos sonhos e planos abstratos, principio de vida.
Na verdade nos alimentamos de ilusões, e limitamos–nos a esconder o nosso desejo canibalista, vulgar e normal, perante os olhos de uma sociedade formadora de opiniões.
Inconscientemente desejamos o que nunca foi, e que nunca será nosso...

“A carne alheia”.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Uma viagem inesquécivel

Balões de várias cores percorrem o céu de Vila Nova, com o vento assoprando-os para bem longe... E bem longe eles iam cada vem mais. Quanto mais alto os balões fossem mais admiradores eles conquistavam. Estava frio, o vento batia no rosto do garotinho e a sensação era que navalhas cortavam o seu rosto, seus lábios.
O céu estava firme, sem nuvens, sem sinal de chuvas. Para se defender da natureza o garotinho estava usando duas meias grossas, botas de cano alto, duas calças, duas blusas, cachecol, par de luva e gorro. Observando o balão subir o menino ficou imaginando ele próprio um dia soltando balões, o seu próprio balão.
Uma mão grande e pesada se apóia em seu ombro, era o seu avô. Na sua idade já viajei de balão. O vovô disse ao garoto.
É mesmo vovô? Respondeu entusiasmado o garoto e continuou: - Deve ter sido irado. Será que um dia vou viajar de balão?
Sim meu netinho você vai viajar, sim. Respondeu o seu avô e continuou a encher a cabeça de seu neto de sonhos: - Desvendar as maravilhas desse mundo, explorar e provar o sabor das nuvens, sentir o calor do sol, migrar com os passarinhos...
O garotinho interrompeu o seu avô com suas lamentações: - Mas irá demora muito para meu sonho se realizar vovô, pois, a minha mãe diz que sou novo de mais para ter ou andar de balão.
Eu tenho um balão meu netinho.
Com um sorriso no rosto e várias idéias malucas na cabeça o garoto exclamou de felizcidade: - É mesmo vovó!
É sim, eu sou maior de idade e sua mãe não brigará se eu levar você comigo, pois, eu já levei ela na infância.
Eufórico o garoto falou: -Eu Quero sim, onde está guardado o seu balão?
Você que mesmo ir? Indagou o vô do garotinho.
Gritou o garoto: - Sim.
Feche os olhos e matenha-o bem fechado até que eu fale que pode abri-los.
Está bem vovó. o garoto respondeu animado.
Imagine um balão bem grande nas cores azul, amarelo e verde e nós dois a bordo. Subindo e subindo... Horas de vagarzinho e horas bem rápido, sendo carregado pela corrente de ar. Lá embaixo quase que não se vê as pessoas tudo parece pequeno, bem pequenino. Veja lá é a sua escola, quantas crianças correndo para lá e para cá. Olhe os pássaros passando do lado do balão. Sinta o vento batendo em seu rosto. Olhe como a cidade ficou bem pequenina. Tome cuidado segure bem firme a alça do balão paranão cair! Veja meu netinho é a igreja como ela é enorme e bonita, vamos contorná-la.
Olhe lá o sapateiro abrindo as portas de seu comercio, veja lá aquela mulher saindo da padaria, observe aquele carro deslocando na via.
Quantas coisas a gente já vimos e ainda têm tantas outras para serem vistas, né meu netinho?
É Vovô quantas coisas boas para nós apreciarmos! Agora temos que voltar para casa, pois o combustível do balão está terminando, falando em casa, olhe ali a casa do tio Júlio, aquela casa fui eu é que a fiz e pintei para o seu tio recém casado ir morar.
Olhe a sua casa ali!
Onde vô?
Ali, atrás daquela árvore.
Assim, é ela mesma lá atrás do Jacarandá.
Olhe lá vovô o carteiro fugindo do Bilu.
Cosando a cabeça o vovô perguntou: - Quem é Bilu? Pois, esse personagem o vovô não havia imaginado
Bilu é o meu cachorro.
O balão está descendo vovô.
Sim estamos quase lá, segure-se que estamos pousando. Contagem regressiva, conte comigo 4,3,2,1... Pousamos! EEEE!
Pode abrir os olhos.
Vovô não saímos do chão, porém fomos bem longe. A viagem foi inesquecível da próxima vez eu quero viajar de trêm.
Eu posso ser maquinista?
Claro que sim vovô!
E ambos sairam taguarelando Piui... Tiq, Taq, tiq, taq... Piui...
Produzido Por: Leonardo S.P Santos.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Assunto de bar.

Dois amigos falam sobre um jogador de futebol, Latino Americano, que fez temporada em vários times da Europa, que aliais, já estava de malas feitas para voltar ao seu país de origem, o Brasil.
No Bar do Pé Inchado, torcedores de vários times se encontram, para fazer chacota
s, comentários e criticas ao time adversário. Lá também se encontra além das bebidas, dos quitutes, o admirável Sr. Manuel, com o seu copo de cerveja na mão. Observação: Sr.Manoel é feliz por ser torcedor do Palmeiras.
E do lado direito junto ao balcão se encontra o saudoso Sr.Ricardo com sua camisa preta e branca do Corinthians.
No estabelecimento do Pé Inchado, havia um rádio que ficava ligado e sintonizado na estação de esporte. Ali seus clientes podiam escutar a todos os jogos.
Sr. Manoel ouvindo a entrevista dada pelo jogador disse:
Ele já usou nossa camisa alviverde! Nunca irá troca - lá.
Sr. Ricardo com a resposta na ponta da língua respondeu:
No Parque São Jorge só entra guerreiro.
Sr.Manuel retrucou:
- Lembro-me como se fosse hoje, ele o predestinado, entrou em campo aos trintas e cinco minutos do segundo tempo e fez aquele golaço de falta, que ficou para a história.
Pé Inchado adora uma discussão, falou para Sr.Ricardo:
-Em cima de seu timinho de várzea.
Sr.Ricardo rebateu as críticas:
O timinho de várzea virou timão, hoje somos uma nação, a nação alvinegra! O time com mais torcedores do mundo.
Pé Inchado contestou:
- O time que tem mais torcedor é o meu F
lamengo, eu acho que vocês nunca viram um Fla-Flu no Maracanã!
Sr.Manoel falou em voz alta: - No Palestra Itália tem uma placa dizendo quanto maior, maior será o tombo.
Sr.Ricardo gritou:
- Escutem, escutem!
Amigos da Rádio Esporte clube, vamos transmitir o jogo Corinthians e Palmeiras no Pacaembú, domingo ás 16:00 horas da tarde.
Pé Inchado abaixou o rádio e disse:
- Agora eu quero vê a cobra fumar!
Sr.Manuel completou:
Derrotar o timinho de várzea é sempre bom!
Sr.Ricardo beijou o escudo de sua camisa e disse:
- Que venha os Porcos (se referindo ao Palmeiras).
O fim de semana chegou e o Sr.Ricardo foi para o estádio de futebol, cheio de esperança, com a camisa 10 e alguns fogos de artifícios. Sr. Manoel preferiu assistir ao jogo no bar do Pé Inchado, que havia inaugurado o telão para seus clientes.
O na
rrador do jogo fazia comentários sobre os times em campo, Corinthians e Palmeiras, quando o arbitro da partida apita o inicio do primeiro tempo.
Claros amigos da Rádio Esporte Clube, o jogo começou:
- A bola sai com o time da casa, Corinthians. A bola passa do meio de campo para a lateral direito do Corinthians, num chute de chapa. O lateral do Corinthians chega à bola, mais é desarmado pelo meio campista do Palmeiras, que coloca o time do Parque Antártica em condições favorável de contra ataque. E lança a bola por trás da defesa Corintiana, para o atacante. A Fiel torcida alvinegra cruza
os dedos para o chute do atacante do palmeiras, que bate no travessão do gol e vai para fora, hu!!!! A torcida alviverde não para de cantar, no Pacaembu.
O comentarista da radio diz:
Isso é jogo pra cardíaco!
Num jogo truncado, cheio de faltas, o time do Parque São Jorge consegue uma ótima chance de sair na frente, uma falta no bico da grande área aos 43’ minutos do segundo tempo.
Sr.Ricardo sorrir e vibra pela marcação da falta pelo arbitro. Sr.Manuel vendo a boa chance do time alvinegro teme o desfecho dessa história...
O narrador da rádio falou:
- O juiz apita a cobrança da falta. E lá vai ele o “ Genioso, pé de anjo” para cobrar a falta, ele leva as mãos na cintura, observa o g
oleiro, a barreira, e chuta a bola no canto esquerdo do gol, no ângulo. E é goooolllllllllll! Do Corinthians.
O arbitro encerra a partida aos 46’ minutos do segundo tempo, um belo gol de falta cobrado pelo Genioso. Corinthians 1, e Palmeiras 0. Esse foi mais belo espetáculo que a Rádio Esporte Clube transmitiu, obrigado pela audiência!
Corinthians ganhou, e do Palmeiras só restou choros e lamentos.
Sr.Ricardo de tanta alegria teve um enfarte e faleceu. Em seu velório estava Pé inchado e o Sr. Manoel.
Sr.Manoel disse em sua homenagem:
“Somos todos hipócritas, essa é a verdade”.
Pé Inchado em lagrimas completou:
“Não importa a cor, não importa a religião, não importa o time que torce, estamos todos vulneráveis a fatalidades”.
Descanse em paz, amigo! Disse Sr.Manoel.
Moral da historia: Até para a alegria existe limites, não exagere com nada.



Produzido Por: Leonardo S.P.Santos. http://spsantos2.spaces.live.com



sexta-feira, 6 de abril de 2007

Sorrisos Meigos.


Eu adoro a noite, as flores, o brilho da lua e o teu perfume a me enfeitiçar.
Em teus olhar me vejo na espreita de roubar um beijo.
Sorrisos meigos, avermelhados...
Doce desejo de deliciar teus lábios, sentir teu sabor.
Toquei a sua pele aveludada, percebi nascer na maça de tua fase a cor rosa;
Não contive os meus impulsos, pequei em sua mão, senti bater mais forte o meu coração.
Te abracei, te beijei, me apaixonei...
Sentir toda emoção que só um verdadeiro amor pode proporcionar.
Entre beijos e abraços uma sensação mágica de amar e senti - se amado, faz-me sonhar acordado e pedi para que esse momento não se acabe.
Segurei em sua mão e olhei em teus olhos e pensei em voz alta a mais bela criação divina que os meus olhos poderão presenciar, hoje está diante de meus olhos e posso tocá-la, contempla - lá.
E lhe disse os meus reais sentimentos de peito aberto sem temer os teus espinhos. Me embriaguei em teu néctar e me perfumei em sua fragrância.
Não consigo vê um defeito em você, linda, maravilhosa, deusa menina...
Na árvore do Jardim do Éden imortalizei os nossos sentimentos com um desenho de coração flechado com os nossos nomes gravados; Leonardo & ...

Produzido Por: Leonardo S.P. Santos.


Onde o Verde faz morada



Terra de índio boa para se viver!
Terra boa para se morar!
Onde o verde faz morada, seres engraçados se aproximam – se do litoral. Eles observavam e vão chegando no vai e vem das águas azuis, fazendo o maior auê. Eles chegam, com a comissão de frente exibindo suas bugigangas estranhas e curiosas. Fazendo um tremendo carnaval.
Olhos curiosos escondidos atrás do paredão verde observam o Porta – Bandeira afixar o mastro de sua bandeira no solo virgem.
No entanto todos queriam ser pais do verde, vários nomes esquisitos foram dados:
Monte Pascal, Ilha de Vera Cruz, Pau – Brasil, etc.
O Cacique da Tribo Texá, visualizou aquela situação e disse a seu povo:
- Sem permissão eles vão entrando, sem conhecer meu povo eles vão julgando, sem pagar por nada, eles vão se apropriando.
O guerreiro mais valente da tribo argumentou:
- Onde o verde faz morada Homem Branco faz pousada. Eles vão destruindo e construindo. Tudo que vêem comem! Não plantam nada só comem!
A tribo de pele avermelhada ficou assustada e foram para dentro da mata.
O cacique da tribo Texá se decidiu e pronunciou:
- Guerra aos invasores!
Seu povo aplaudiu. Eles se pintaram e dançaram para os Deuses, em volta do fogo.
Pagé, o velho mais sábio da tribo lançou seu olhar sobre o céu negro e invocou os espíritos que viraram estrela, para espantar o medo dos guerreiros.
A noite se foi e o dia veio, com pedras, lanças e arcos – fechas o seu povo se armou, e foram exigir o que era seu por direito.
Pareciam ser algo rápido, se enganaram os invasores tinham armas com som de trovão que disparava fogo pela boca. A cada barulho ensurdecedor, caia um pai, um filho, um irmão, enfim mais uma esposa viúva.
O Tataraneto do Cacique da tribo Texá contava a história de seu povo aos mais jovens da tribo, em sua voz podia perceber seu rancor.
Ele dizia aos pequenos guerreiros de sua tribo:
- Nosso povo não se rendeu, tão pouco sem entregou. Hoje vivemos nas terras demarcadas pelo Homem Branco. Mesmo com o acordo de paz, meu povo continua a morrer! Até qu
ando pai, filhos e irmãos vão continuar deixando suas esposas viúvas!


Produzido por: Leonardo SP Santos.